domingo, 31 de outubro de 2010

CHEGADA A MONTREAL(CANADÁ)


12/10 CHEGADA A MONTREAL
Chegamos pela madrugada no aeroporto de Montreal. Estávamos no Canadá e o clima já mostrava anúncios de muito frio.
Conhecida como a cidade dos santos, Montreal possui  inúmeras igrejas e basílicas, entre elas a Basílica de Notre Dame de Montreal. O idioma mais falado é o francês. O dólar canadense não faz muita diferença do dólar americano e as lojas fazem a transação comercial tranquilamente e sem prejuizos para o cliente.
Montreal é a maior cidade da província canadense de Quebec, a 2ª mais populosa  cidade francófona do mundo e o 3º maior pólo turístico do Canadá, atrás de Vancouver e Toronto.
Bom mesmo é a sopa que esquenta. O vinho também.

13/10
Hoje o dia foi bem movimentado. Passeio  e compras na cidade pela manhã. À tarde, city-tour, e à noite fomos a um evento religioso  na Basílica de Notre Dame de Montreal que é um monumento  também histórico  que registra os primeiros passos da fundação de Montreal. É linda, rica, majestosa.Por dentro,  mais bonita que a Notre Dame de Paris, embora a de Paris seja mais imponente e mais bonita por fora.
As árvores, as folhas, os parques, o outono com cair das folhas... tudo é um deslumbramento!
Conhecemos um pouquinho a cidade subterrânea onde está localizado o maior Shoping Center subterrâneo do mundo com 1600 lojas.
O Estádio Olímpico possui a maior torre inclinada do  mundo com 170 m de altura.
Encerramos a noite com um bom vinho num restaurante bem simpático ; e para surpresa nossa fomos atendidos por uma nordestina da Bahia que estava trabalhando em Montreal.
Apesar do clima frio, Montreal é uma cidade bonita, florida, humana; onde tudo parece funcionar bem.
Desde o transporte público,Educação,  segurança e serviços essenciais, Montreal  pode servir de exemplo a muitos lugares ,  do mundo, pois não há miséria, praticamente nenhuma violência; e é uma  que dá chances a todos desde que estejam  dispostos a trabalhar e respeitar suas leis.
Há uma frase muito freqüente nessa região do país, presente até na placa dos automóveis que diz:  Quebec, Montreal, jê me souviens, que significa: Quebec, Montral. Eu me lembro
É impossível  não recordar MONTREAL.



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

VIAGEM A CHICAGO


Chicago, a cidade dos ventos

Iniciamos a nossa tão sonhada viagem a Chicago em 07/10/2010. Fizemos o seguinte roteiro: Recife/ S Paulo/ Chicago, capital do estado americano de Illinois, gastando um total  de 14 horas de viagem.
Nosso objetivo inicial era participar mais uma vez da grande emoção  que é torcer pelos maratonistas pernambucanos fora do país.
Júlinho, Jaqueline e Marinês representavam a ACORJA com grandes expectativas e muita ansiedade. Todos nós, corredores e incentivadores incluindo os amigos Edilson  a outra  Jaqueline, a nora Christianne e Germana que ia pra meia maratona ,  aguardávamos a chegada de mais um maratonista - Paulo Picanha para a alegria ser completa. Mas, assim não aconteceu, pois ele foi acidentado em Orlando e passou vários dias na UTI, em situação crítica. Os maratonistas perderam grande parte do entusiasmo. Era visível a tristeza de todos.

Dia 10/10/10   33ªMARATONA DE CHICAGO
Saímos às 6,30 da manhâ. Não fazia frio e o sol prometia ser  o campeão nº 01 do grande evento que é a MARATONA DE CHICAGO, uma das cinco mais importantes do mundo. De fato, o dia ensolarado emprestou um colorido especial aos milhares de atletas que se encaminhavam para mais uma maratona- o esporte que une corredores do mundo inteiro numa fantástica comemoração pelos índices alcançados ou simplesmente pela superação dos seus próprios limites.
A festa é incrível: Pessoas portam bandeiras, filmam,  fotografam. Outros se acotovelam para ver melhor a passagem dos atletas. Algúem passa vestido de TORRE EIFFEL, em me distraio e Julinho passa sem tempo para uma foto. Mesmo assim eu penso: Tabira passa por mim...
O sol se espalha todo e me traz a lembrança do nosso querido sertão. Um corredor de mais idade  tenta atravessar a linha de chegada, mas as pernas fraquejam. A polícia somente olha e aguarda a decisão do atleta, até que uma jovem corredora passa os braços pela cintura do maratonista  e os dois bastante aplaudidos completam a corrida com muito orgulho.
Aguardamos Julinho e logo após os outros acorjianos que concluiram com sucesso mais uma maratona nos seus currículos. Não houve a costumeira comemoração com uma cervejinha. Todos nós sentíamos falta  do amigo  e  entusiasta Paulo Picanha. Para ele, o carinho das nossas preces para uma breve recuperação.

Visitamos o FIELD MUSEUM, o MILLENNIUM PARK, o Museu astronômico e o Navy Pier que é um grande e belo parque com roda gigante e muitas  outras atrações. De lá, saímos para um maravilhoso passeio de barco no Lago Michigan.
Conhecemos ainda o observatório de Chicago de 96 andares que embora não seja o edifício mais alto do mundo , é o que tem a melhor vista de Chicago em 360 graus.
A arquitetura de Chicago é a mais influente do país, bem como uma das mais importantes do mundo. É pioneira na construção de grandes arranha -céus com esqueleto central de aço.
Sempre fui mais ao lado da beleza natural; mas confesso que fiquei encantada com a beleza criada pelos arquitetos de Chicago, a cidade onde o futuro já é presente.





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Tempo líquido: 03:44:45

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sábado, 2 de outubro de 2010

A visão de um arco-íris

A visão de um arco-íris
No céu esgarçado de um novo verão,
Bordando as nuvens delicadamente,
Um arco-íris, que bela visão!
Olha pra mim mas não diz o que sente!
Da serra escorre mais brilho no chão...
Porém tudo se vai tão de repente,
Que o arco de luz apaga o clarão
Enquanto eu te faço um verso... somente!
                     Dulce Lima  ( Viagem Recife  - Tabira, em 24/09/2010)

O arco íris é um fenômeno que só a natureza pode nos proporcionar, são imagens lindíssimas que chamam a atenção de todos, mas que só acontecem quando o tempo está chuvoso e ao mesmo tempo com sol, pois o arco íris na verdade se forma quando o sol brilha sobre as gotas de chuva.

As cores formadas por este fenômeno são: Vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Quando olhamos para um arco íris muitas vezes não conseguimos enxergar todas estas cores, isso porque as cores se misturam umas nas outras e ficando em evidência apenas as cores mais fortes. Veja nas imagens abaixo como são lindos!





 
Sábado , 25 de Setembro de 2010

O RISO DE UMA BONECA


Hoje, num velho baú,
prisioneiro de lembranças,
encontrei minha boneca.
Sem braços,pernas quebradas,
corpinho todo arranhado;
na cabeça grandes sulcos
iam de um lado pra outro.
Vestido roto, sem graça,
mostrando que o tempo passa,
e ao passar leva tudo
até mesmo uma boneca.

Só uma coisa não mudou
no rostinho cor de rosa
daquela linda boneca
que acompanhou minha infância:
foi o riso sem mistério,
moldado no celulóide,
hoje, brinquedo de plástico,
grande invento que surgiu
há quantos anos?...não sei,
pra contentar quem não tinha
ricas bonecas de louça.

Numa barraca de festa
plantada no meio da praça,
bem exposto lá estava
Tão desejado brinquedo...
“ Compra mãe, eu já cresci
mas mesmo assim nunca tive
boneca sem ser de pano.”
E minha mãe só carinho,
renúncia , bondade e amor,
atendeu sem mais delongas
meu insistente pedido.

Aquela boneca foi
companheira e confidente
no aconchego feliz
de quem soube ser criança.
Mas o tempo, infelizmente,
na sanha de tudo levar,
arrancou das minhas mãos
o que sobrou do brinquedo
e fez dele mil pedaços.
Só não apagou o riso
da minha linda boneca.

Quem dera um minuto apenas
pra no tempo retornar,
vestir a minha menina
do colorido dos sonhos,
sem esquecer na cabeça
um chapéu feito de nuvens.
Nos seus cabelos de anjo,
fitas da cor do luar...
Dormir abraçada a ela
e acordar vendo o sorriso
da minha eterna boneca.
                            
Dulce Lima
Tabira, Dezembro de 2003

Saudade, Você sabe onde ela mora?



Talvez seja a SAUDADE, entre tantos substantivos abstratos, a palavra mais usado no vocabulário dos poetas, tanto pela facilidade da rima quanto pela carga de sentimentos que traduz.
 Os gramáticos que me perdoem... Para mim ela não é abstrata; pois existe, maltrata, fere e prolonga os sofrimentos. E.. coisa curiosa: Jamais ouvi alguém falar sobre o enterro da SAUDADE.

Etmologicamente falando, o vocábulo SAUDADE é de origem exclusiva da LÍNGUA PORTUGUESA e sem tradução em outro idioma falado em nosso planeta. Vem de “ SOLUS” que significa “sozinho”, acompanhando as diversas transformações lingüísticas, até chegar ao termo definitivo; SAUDADE.

No BRASIL esta palavra tomou uma conotação especial pela mistura de três raças:
A BRANCA que nos trouxe de PORTUGAL o sentimento da pátria distante, muito além do mar.
A NEGRA que transportou da AFRICA o lamento da escravidão nos porões dos navios negreiros.
A INDÌGENA que nos legou o sentimento de liberdade e o amor á natureza.
E no caldeirão destas três raças a SAUDADE se estabeleceu no coração dos brasileiros .

SAUDADE não é tristeza, mas a tristeza veio morar perto dela.
Não é amor , mas qual o amor que não sente SAUDADE ?
Não é todo tempo, mas todo instante resgatado dos escombros de um adeus.

E  a casa da SAUDADE? Você sabe onde ela mora?
Se essa casa existe , tem com certeza o chão de um bem querer sofrido, e alicerces escavados nas paredes do coração.
Querendo conhece-la, abra as portas e janelas do seu coração. Porém ... cuidado! Ela pode arruinar todos os seus momentos de amor bem vividos.
Se não quiser mais sofrer , ausente-se daquela casa, deixe para trás seu carrossel de ilusões antes que seja tarde demais.

Ninguém melhor do que o poeta e repentista Pinto do Monteiro quando define a SAUDADE através de uma sextilha rica de conteúdo e de significação humana:

“Esta palavra SAUDADE
Conheço desde criança.
SAUDADE de amor ausente
Não é SAUDADE
É lembrança.
SAUDADE só é SAUDADE
Quando morre a esperança”

Sexta-feira , 27 de Agosto de 2010

Um tijolo de lembranças

Amolda-se o barro nas mãos do oleiro. Depois de domado e maleável, acomoda-se ao contorno de uma forma para o feitio dos tijolos.
Após o sol fazer a sua parte, é o tijolo queimado vivo para ressurgir não como cinzas, porém como sustentáculo no encaixe e arquitetura das paredes,  nas mãos caprichosas do pedreiro.
Assim estaria explicada toda a importância do tijolo na construção de uma casa ou de qualquer edifício público.
Acontece que hoje estou falando de algo especial: “um tijolo de lembranças...”
Quantos anos ele tem?
Talvez mais de um centenário.
Triste ao ver no chão aquela casa bem no meio da ladeira, logo após o sítio de Seu João Tecedor, guardei um tijolo de lembrança. E que lembrança!
TIO DIGU, sábio, de voz agradável  e de riqueza vocabular, contava histórias de “trancoso”  para crianças que, como eu, ficavam encantadas  com o mundo mágico criado pelas palavras daquele velho e autêntico agricultor sertanejo.
Se a casa não mais existe, se os tijolos se espalharam pelo antigo terreiro, se a palavra do meu tio o vendaval do tempo apagou do nosso imaginário, posso ainda dizer como um certo poeta disse: “ POVOA EM CADA CANTO UMA SAUDADE”.
O tijolo agora já  não ergue uma pequena parede; mas, para nós da família Pereira,ele é um paredão de lembranças com janelas para um passado feliz e cheio de recordações.
            Faço esta homenagem ao querido Tio Digu (Tio De todos) , meu professor  especial,  grande arquiteto da palavra. E aos primos e amigos que preservam no coração a saudade do sítio Pocinhos.

Tabira, 15/08/1997 e reescrito em 15/08//2010 ( 13 anos depois)

TEU ADEUS


Na viagem além dos sonhos,
Inda vejo as tuas mãos,
Asas de pássaro ferido
Acenando em despedida...
Triste tarde de um adeus
Sem promessas de retorno...
Só o murmúrio das ondas
Vem suave me lembrar
Que as marteladas da vida
São sargaços rastejantes,
Amordaçando a saudade
De quem vai
Ou de quem fica!
E a tarde
Que magoada
Esmorece
No horizonte,
Recolhe a tenda das horas,
Fecha o palco vespertino
E anoitece com a tristeza
De tuas mãos acenando!

(Mensagem feita pela morte da querida Aline Jucá em 1998)
 Tabira, 11/08/2010